Sesab autoriza retomada de cirurgias eletivas e libera visitas em hospitais

A Secretaria da Saúde da Bahia publicou uma recomendação para a retomada gradual dos procedimentos cirúrgicos eletivos no estado. A orientação partiu do Centro de Operações de Emergências em Saúde (COE). Segundo a pasta, se identificou uma crescente demanda por cirurgias eletivas, reprimida desde o início da pandemia da Covid-19.

O atual quadro epidemiológico também permite essa retomada, justificou a secretaria ao citar a redução do número de casos ativos, de pacientes internados e da ocupação de leitos de UTI.

Em fevereiro deste ano, diante da chegada da segunda onda de contaminações da Covid-19, que pressionou o sistema de saúde das redes pública e privada de saúde do estado, um decreto do governo aumentou as restrições e proibiu a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos não urgentes ou emergenciais nos hospitais do SUS, filantrópicos e particulares.

A Bahia ficou alguns meses com esses procedimentos suspensos ou parcialmente suspensos por causa da pandemia da Covid-19. Na semana passada a secretária interina da Saúde do estado, Tereza Paim, sinalizou que o estado retomaria as cirurgias eletivas 100% nas unidades do SUS. A previsão foi dada na segunda-feira (13), durante inauguração da Policlínica Regional de Saúde de Serrinha.

Dados tabulados pelo “Fiquem Sabendo” com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponível no portal do Datasus, do Ministério da Saúde, apontou que na Bahia número de cirurgias no SUS caiu 21% no ano passado durante a emergência sanitária da Covid-19. Enquanto em 2019 foram realizadas 344.731 procedimentos cirúrgicos pelo SUS no estado, em 2020 o total caiu para 271.754. A Bahia teve um índice de redução maior que o registrado no país, que foi de 18%, de acordo com o levantamento.

A Sesab informou que cada unidade de saúde deve estabelecer estratégias de priorização da agenda de cirurgias, observando as características de cada especialidade e as condições clínicas do paciente, cuja espera possa agravar o prognóstico da doença.

“Deve-se ressaltar que os procedimentos cirúrgicos devem ser suspensos caso o paciente tenha febre ou qualquer outro sintoma respiratório nos últimos 10 dias, assim como tenha tido contato próximo com pessoa diagnosticada com Covid-19 no mesmo período, com exceção dos casos de urgência e emergência”, recomendou.

PROCEDIMENTOS

A retomada deve acontecer na totalidade em relação aos procedimentos ambulatoriais (pequenas cirurgias, sob anestesia local); cirurgias com anestesia locorregional (raqui e peridural); além da capacidade total operacional mensal de cirurgias eletivas da unidade com indicação de anestesia geral, sendo o ano de 2019 referência para compor essa taxa.

A recomendação ainda prevê a garantia aos familiares da informação da condição e evolução clínica do paciente, através de boletins diários, e que os casos de excepcionalidade, a exemplo de morte encefálica (suspeita ou confirmada), processo ativo de morte (fim de vida ou paciente terminal) e pacientes em cuidados paliativos devem ser sempre avaliados, devendo-se ponderar sobre riscos x benefícios para definir horário e tempo de permanência de visitas.

ACOMPANHANTES

Nas enfermarias ou quartos conjuntos estão permitidos acompanhantes apenas para pacientes que necessitem desse cuidado durante o internamento, minimizando a circulação e exposição de pessoas.

Nos casos de pacientes com mais de 60 anos, com necessidades especiais, menores de 18 anos e pacientes em cuidados paliativos é permitida a permanência de um acompanhante, com troca a cada 12 horas.

Pessoas com febre, tosse ou sintomas gripais ou que tenham tido contato com pessoas com suspeita de Covid-19 nos últimos 14 dias não devem acompanhar pacientes e devem ser evitadas aglomerações nas salas de recepção e espera, respeitando-se o distanciamento de 1,5 metros entre cada pessoa.

VISITANTES

Com base em recomendação do COE, está permitido o retorno gradual de visitas para pacientes internados sem diagnóstico de Covid-19, incluindo pacientes em unidades fechadas, como UTIs, semi-intensivas e salas de estabilização, entre outras ou pacientes internados em quartos individuais. São permitidos dois visitantes por paciente, pelo período máximo de uma hora, com alternância de horários de visitas por leitos, a fim de evitar aglomerações.

Permanecem suspensas as visitas em unidades de internação com pacientes com diagnóstico suspeito ou confirmado de Covid-19, enquanto nos setores pediátricos é permitido um acompanhante e as visitas estão suspensas. As unidades de saúde devem incentivas visitas virtuais, por meio de vídeo chamadas ou ligações através da equipe multiprofissional.

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