O pecado de Francis: ser amigo e aliado de Ramos Filho

Digo sem medo de errar: nenhum candidato a vereador sofreu, nestas eleições em Eunápolis, tantas represálias e discriminações políticas em razão de divergências entre ele e os líderes do partido quanto o Francis. Cujo maior pecado é ser amigo e aliado político de Ramos Filho.

Senão vejamos:

Primeiro tentaram deixá-lo fora da lista dos eleitos na convenção. Em seguida espalharam que o rapaz era analfabeto, condição que o deixaria fora dos requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral.

Não contentes, uma candidata do sexo feminino foi “persuadida” a desistir, em troca sabe-se lá de que, a fim de desequilibrar a cota de gênero na relação 70 X 30 e, efetivamente, retirá-lo da disputa. Com menos mulheres seria preciso sacrificar um homem.

Esta relação voltou a estar equilibrada com a desistência do candidato Roberto Motorista. Outro “persuadido” sabe-la lá o porquê.

Por último, e não foi fim [creio que a novela não acabou], o Diretório do PTC, cujo presidente se coligou com o prefeito na majoritária, condição não aceita pela unanimidade, tentou desfiliar o candidato com a crença que isso o faria perder a condição de candidato.

Perseguidores e mal orientados, antes da decisão da justiça alguns interessados no Diretório do Partido vazaram o pedido para um setor da imprensa, que publicou a notícia sem o contraditório, ou seja, sem conceder a Francis o exercício da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa.

É como se o pedido de uma das partes fosse a verdade absoluta na Justiça.

Não é.

O juiz eleitoral acaba de negar o pedido do Diretório do PTC e Francis continua candidato.

Com amplas chances de ser eleito. Mas sobre isso eu não posso dar garantia.

Por Rose Marie Galvão

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