Em nove anos, 57,5 mil pessoas morreram em decorrência de ações violentas na Bahia

Divulgado nesta segunda-feira (19) o Anuário da Segurança Pública 2020, compilado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dispõe de dados comparativos relativos à violência no Brasil e nas unidades da federação entre os anos de 2018 e 2019 e de igual forma, uma série histórica, que considera o intervalo de nove anos – entre 2011 e 2019.

No que tange ao número de mortes violentas intencionais, o estado da Bahia registrou uma leve redução na primeira perspectivas, tendo sido 6.348 ocorrência em 2018 contra 5.832 em 2019.

A série histórica, no entanto, ao comparar os nove estados nordestinos, situa a Bahia como o líder no número total de mortes acumuladas, assim como o de maior incidência de mortes violentas em todos os anos que compõem o intervalo observado.

Para os baianos, 2016 foi o mais violento do período, com total de 7.091 mortes. A menor estimativa foi confirmada no ano de 2019, quando, pela primeira vez, o estado obteve total inferior a 6 mil mortes (5.832).

Nos nove anos avaliados, 57.496 perderam a vida em decorrência de ações violentas intencionais.

PANDEMIA

O mesmo levantamento também avaliou as ocorrências violenta no primeiro semestre de 2020, período drasticamente marcado pela pandemia do novo coronavírus. De janeiro a junho a Bahia registrou aumento no número de homicídios dolosos e, de igual forma, aumento no número de feminicídios, crime marcado pelo recorte de gênero.

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