Coronavac é candidata à vacina da Covid com menos efeitos colaterais, diz Butantã

Resultados de análises e testes realizados na vacina Coronavac divulgados pelo Instituto Butantã nesta segunda-feira (19) indicam entre candidatas a imunizante contra a Covid-19, ela se mostrou a mais segura. A vacina Coronavac foi desenvolvido em parceria entre o Butantã e a farmacêutica chinesa Sinovac e conforme informações divulgadas pelo instituto, mostrou o menor índice de efeitos colaterais.

Salvador é uma das cidades interessadas na Coronavac. Na semana passada o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), sinalizou o interesse da capital baiana de ter acesso à vacina. O gestor baiano se reuniu com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), na quarta-feira (14), e teve como pauta principal o imunizante.

Os dados divulgados nesta segunda pelo Instituto Butantã consideraram o acompanhamento de 9 mil voluntários brasileiros já vacinados no país. Os participantes dos testes são submetidos a um monitoramento feito após sete dias da aplicação do imunizante. No caso da Caronavac os pesquisadores observaram apenas efeitos colaterais leves, como dor no local e na cabeça. Não houve registro de eventos adversos graves nem febre alta.

“Fizemos o comparativo desses dados com o que está disponível na literatura científica das vacinas que estão sendo testadas. A vacina do Butantã é a mais segura. Todas tiveram efeitos colaterais grau três, que são os mais importantes. A vacina Butantã não teve. Febre é outro indicativo importante, e na do Butantã foi 0,1%. Em febre acima de 38 graus, foi zero. É a vacina mais segura neste momento, não no Brasil, mas no mundo”, disse Dimas Covas, diretor do Butantã.

Um dos dados divulgados pelo Instituto mostra que a incidência de eventos adversos entre os voluntários do Butantã foi de 35%, enquanto as aoutras vacinas testadas no Brasil apresentam índice em torno de 70%. De acordo com rpeortagem do Estadão, a comparação foi feita com dados das pesquisas de outras quatro vacinas testadas no mundo: Moderna, Pfizer/BioNTech, AstraZeneca e CanSino.

“O sintoma mais frequente foi dor no local, num patamar de 18% entre todos os que receberam placebo ou vacina. E outras reações insignificantes do ponto de vista estatístico. O outro foi dor de cabeça, que pode estar relacionada com a vacina ou não. E os demais efeitos são menores que 5%, mialgia, fadiga, calafrios e assim por diante”, explicou Covas.

A matéria do Estadão ressalta que mesmo com o fato de que os testes no Brasil mostrem segurança em relação a vacina Coronavac, os dados de eficácia do imunizante só devem sair no fim do ano.

O protocolo indica que após a conclusão dos testes, o Instituto Butantã deve submeter os resultados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para solicitar o registro do produto. O órgão tem até dois meses para emitir um parecer, o que torna improvável que a vacinação tenha início ainda em 2020, como já prometido pelo governador João Doria, ressalta a reportagem.

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