Vereadores impedem sessão extraordinária e prefeitura não consegue aprovar “projeto esmola”

Projeto injusto não foi votado e prefeitura está pressionada a conceder um auxilio com valor justo ou até mesmo retroceder na demissão de centenas de profissionais.

A sessão de hoje (27) na câmara municipal de Eunápolis terminou antes do esperado para alguns vereadores da base aliada do prefeito Robério. Estavam previstas duas sessões extraordinárias para votar o projeto de lei do executivo 005/2020 que concede um auxilio de R$600 aos profissionais da educação demitidos. Este projeto foi rejeitado pela esmagadora maioria dos seletivados. Houve protesto na semana passada e muitos comentários negativos nas redes sociais. Esta classe está insatisfeita após ser repentinamente exonerada pela atual gestão.

O vereador Arthur Dapé (DEM) declarou que era contra as demissões, disse ainda que o correto seria reestabelecer os cargos e preparar uma estrutura para que houvesse aulas remotas e convidou na tribuna os colegas do legislativo para que não votassem esse projeto hoje e que juntos, pressionassem o poder executivo a apresentar uma alternativa com valores que atenda as necessidades básicas dos demitidos. Ao fim da sessão ordinária os vereadores Jota Batista (PSC), Ramos Filho (PTC), Carlos da Auto-escola (PR), Xinha (PMN), Luizinho (PMN) e Jurandi Leite (PPS) se juntaram a Arthur e deixaram o plenário. Este protesto foi contra a insistência do prefeito em manter o projeto em pauta. A inquietação do emissário do prefeito, o advogado Ronivaldo Rodrigues, não foi suficiente. Ele tentou sem sucesso mudar a decisão dos vereadores, insistindo que eles se apresentassem. Sem o mínimo de 9 vereadores, não houve o quorum necessário para iniciar sessão e a votação deve ficar para a próxima semana.

Os vereadores que não permitiram que esse projeto fosse votado hoje receberam os aplausos dos professores presentes no plenário, representando a classe que está ansiosa por uma definição justa desse episódio desumano.

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